sexta-feira, 30 de março de 2012

Dicas de alimentação saudável para não-atletas




Olá a todos,

De forma geral, a cultura da boa alimentação não é difundida e, incrivelmente, é apenas relacionada a questões estéticas e de longevidade, mas quase nunca são associadas à inúmeras outras particularidades de nosso bem estar, físico e mental. Humor, estresse, dores diversas, mal estar, letargia, irritabilidade, ansiedade, enfim, incontáveis males que nos afetam que estão extremamente ligados à nossa saúde alimentar e simplesmente são negligenciados.


Costuma-se atribuir a culpa para diversos males à heranças genéticas, à velhice (já vi pessoas com menos de 60 anos falarem que estão com problemas devido à velhice), ao estresse do dia a dia, a algum esforço físico mais forte realizado, enfim. É praticamente impossível encontrarmos uma pessoa que fale algo como "Estou muito estressado e muito cansado ultimamente, preciso rever minha alimentação". De forma geral, as pessoas recorrem às fórmulas milagrosas, remédios diversos, para curar situações que seriam facilmente contornadas com uma mudança alimentar. Eu confesso que fico muito surpreso quando percebo que muitos não vinculam muitos males à má nutrição. É muito óbvio para ser negligenciado!

Na minha opinião, médicos são grandes responsáveis por esta situação. Algum leitor já foi a algum médico e este, ao invés de receitar remédios, fez uma investigação a fundo de sua vida para saber as causas daquele determinado mal que o afeta, e receitou alguma mudança alimentar? Quando vejo médicos receitando remédios para abaixar pressão, remédios para abaixar colesterol, enfim, remédios para controlar quaisquer índices de nosso corpo, sem ao menos entender a vida alimentar daquele paciente, vejo isso como uma negligência (ou imperícia) absurda. Quando é alguém da minha família que passa por esta situação, tento abrir os olhos, mas, como não poderia deixar de ser, quem vai ganhar? Parar na farmácia e comprar um comprimido azul que está a "chave para o paraíso" ou escutar o Ulisses e tentar fazer uma mudança alimentar que exige esforço, resignação, mudança de hábitos, etc? Bom, a resposta está na cara. (sim, pai! Pensei em você para escrever isso! Rsrsrs)

Percebam que poderíamos criar um índice de "radicalidade" de alimentação, onde o nível mais baixo seria aquela pessoa que como absurdamente mal e o índice mais alto seria uma pessoa totalmente xiita, que praticamente não abre exceções a uma alimentação extremamente saudável. Eu e muitas pessoas que praticam esporte competitivo e de intensidade tendemos ser mais próximos deste último índice, até porque se não fôssemos, não conseguiríamos praticá-los. A imensa maioria das pessoas, pelo que percebo muitas vezes, permanecem em algum ponto entre um e outro, mas tendem mais a caminhar para aquele outro índice mais baixo, da alimentação ruim.

Para se ter uma vida saudável não precisamos nos polarizar no índice mais alto, é claro, mas eu particularmente acredito que temos que tender a ele. Ficarmos em algum lugar próximo a 80% do caminho pelo menos, para que tenhamos uma qualidade de vida boa, sem remédios, sem médicos e sem maiores problemas. É pensando nesse tipo de público que eu resolvi colocar algumas dicas. Pode parecer radical no começo, mas torna-se completamente natural com algumas semanas de persistência. Espero que ajude:

- Comida boa não compensa a comida ruim. Não adianta comer dois pratos de rúcula para compensar 1kg de picanha ou um filé à Parmegiana que comeu. Essa é uma matemática absurda.

- Quando o assunto é alimentação, o muito que aparentemente nos esforçamos, é pouco. Criar uma dieta saudável e executá-la 50%, pode nos trazer alguns benefícios, mas não resolverá muito. Os males que te afetarão virão daqueles outros 50% que foram negligenciados.

- Cuidado com a comida muito gostosa. Fazer uma comida gostosa é mole. É só capricharmos em algo gorduroso e/ou salgado. As nossas papilas gustativas adoram! Cozinhar gostoso e ainda de forma saudável é que é o grande mérito de quem coloca a mão na massa. O gosto deve vir de ervas, temperos aromáticos, cebola, alho, etc, etc, não de gorduras ou temperos baseados em sal. (Vamos lembrar que quando me refiro a gordura não é apenas óleo, mas creme de leite, leite de coco, queijos, etc) Se você for como eu, come qualquer coisa sem se importar com o gosto, essa tarefa é mole. Agora, se é uma pessoa que precisa sentir sempre o paladar da comida bem temperada, acredito que esta seja a primeira coisa que deva se preocupar: como e onde encontrar comida saudável e ainda gostosa.

- Crie o hábito de ler o rótulo do que compra e as tabelas nutricionais. As linhas que mais interessam são "Gorduras Saturadas" e "Gorduras Trans". Qualquer que seja o alimento que vá comprar que contenha gordura trans, o deixe na gôndola do mercado. Esta gordura te matará. Quanto a gordura saturada, temos que tender ao mínimo possível. O mais impressionante é que ao criarmos este hábito e deixarmos de lado todos os alimentos cujas concentrações de gorduras saturadas são altas, perceberão que automaticamente nosso carrinho de mercado começará a ficar com comida de qualidade. A gordura saturada é um SUPER indicador para selecionarmos comida. Eu a vejo como um divisor de águas. Evitando a gordura saturada, automaticamente tenderemos a deixar de lado mais produtos de origem animal e partirmos para produtos de origem vegetal, os grãos e integrais muito mais nutritivos. Estes são ricos em gorduras, mas as insaturadas (mono e poliinsaturadas) que são infinitamente melhores para a saúde.

- Sempre dê preferência aos integrais em relação aos "brancos". Arroz integral é melhor que o branco, pão integral é melhor que o branco, farinha branca não está com nada e por aí vai. São alimentos muito mais ricos em nutrientes e ainda não tem todo o processo industrial que tem os alimentos "brancos".

- Crie o hábito de adorar nomes como desnatado, light e diet. Desnatado é quando temos algum produto lácteo que não contém gordura saturada. Opa, me parece perfeito. Light pode ter várias explicações. Normalmente está associado a produtos cujas versões tradicionais contém muito de uma substância ruim e eles criam uma versão com menos dela. Um requeijão ou queijo light tem menos gordura, um Shoyu light tem menos sódio e por aí vai. Já os diet referem-se ao açúcar. Normalmente o nome diet existe devido aos diabéticos que precisam controlar a ingestão de açúcar. Comer algo diet, cuja concentração de gordura é alta, não resolve muito. Do mesmo jeito que comermos uma quantidade enorme de algum produto apenas porque está escrito “light” é absurdo também. Outro indicativo que devemos estar atentos é ao “0%”. Este normalmente está vinculado ao percentual de gordura do alimento. Bem legal encontrarmos este 0% nos rótulos, mas cuidado! Muitos fabricantes apostam na ignorância nutricional das pessoas e colocam esse 0% bem grande no rótulo para chamar a atenção, mas quando ler os detalhes a fundo percebemos que é 0% de gordura Trans, o que não é mais do que obrigação do fornecedor retirar esse veneno. Aí, temos que nos ater à leitura da tabela nutricional.

- Nem sempre compramos no merado o que vamos comer. Muitas vezes a comida vai ser posta à mesa e você não terá acesso aos pacotes e rótulos dos produtos que foram utilizados. Sendo assim, crie o hábito de olhar um alimento e saber se ele é saudável ou não. No começo, isso pode parecer uma tortura, depois de pouco tempo, este hábito começa a ser completamente natural. Lembre-se que existe o alimento que é saudável e aquele que você pensa que é saudável. Os alimentos saudáveis normalmente são de origem vegetal, integrais, ricos em muitas vitaminas, minerais e gorduras boas. Os de origem animal normalmente são os "desnatados" ou os com pouca proporção de gordura.

- Se você gosta de doce e não consegue ficar sem, coma doce, não gordura. Doces cremosos e apetitosos não devem ser evitados apenas por causa do açúcar branco, mas devido à alta quantidade de gordura. Um doce em calda, um doce de banana natural, um doce de goiaba, são doces muito melhores à saúde do que bombas de chocolate, bolos, tortas e todas aquelas iguarias das vitrines das padarias. Conheço gente que não coloca açúcar no café apenas para depois comer um enorme doce de padaria. Uma auto-enganação sem tamanho.

- Conhecem o mito do Fiat 147? Pois é, há pessoas que não compram carros Fiat até hoje porque o Fiat 147 de 30 anos atrás era uma porcaria. Livre-se de mitos! Proteína é a base da vida? Sim, é verdade e foi uma descoberta dos anos 50. No entanto, isso significa que temos que ter proteínas em nossa dieta, não comermos um boi no rolete todo dia porque tem proteína. Acredite, você, leitor, que está lendo agora este post, come bem mais proteína do que você realmente precisa. Aproximadamente 15% de nossa ingestão calórica diária deve vir das proteínas e não se esqueçam que arroz, feijão, pães integrais, trigo, aveia, soja, massas, etc TEM proteína. Não são apenas carne, ovos e derivados de leite que tem proteína. Sendo assim, exagerar nestes itens com a justificativa de terem proteína é absurdo. De forma geral, nossa alimentação deve ser muito mais abundante nos alimentos de origem vegetal do que animal. Somos animais onívoros, não carnívoros.

- Tente exagerar em verduras e legumes. Comer uma folha de alface com meia colher de beterraba é apenas para massagear seu ego e fazê-lo pensar que teve uma alimentação saudável. Se você é aquela pessoa que não come nada verde, nada de legumes, sinto informar mas deve ter uma relativa qualidade de vida hoje porque tem menos de 50 anos. Tente mudar seus hábitos alimentares ou comece a se acostumar com a idéia de passar os últimos 30 anos de sua vida entre idas e vindas de consultas médicas, hospitais e farmácias, sem contar as inúmeras atividades que terá que deixar de fazer por não ter condição física ou mental.

- Procure comer frutas, ao menos três por dia, variadas. Sucos naturais também valem!

- Se você é gordinho e sempre diz "eu sou gordinho, mas eu como pouco. É tendência para engordar, não adianta". Não se iluda. Você come mal. Simples assim. Qualquer coisa que tente dizer sem ser isso, é pura ilusão e auto-enganação. Isso serve da mesma forma para as pessoas com colesterol ou triglicérides altos. Me desculpem, mas médicos não costumam entender nada de nutrição, entendem de alopatia. Entendem de prescrever "pílulas mágicas". Podem notar que muitos são gordos, fumantes e não tem saúde, um contrasenso absurdo ao meu ver.

- Procure não ficar muitas horas sem comer. Para isso, tente criar um hábito de levar alguma coisa para comer na rua para não ficar refém de bares e restaurantes. Frutas, barrinhas integrais, bolachas integrais, frutas secas, etc, costumam ser boas opções.

- Água! Bebam água!

- Esqueçam dietas com nomes: dieta do carboidrato, dieta da proteína, dieta da lua, dieta do que quer que seja. Alimentação adequada é um balanço. Este balanço está representado naquele desenho de pirâmide lá de cima do post, a pirâmide alimentar da OMS. Temos que comer carboidratos em cereais e leguminosas, proteínas, hortaliças, frutas, gorduras boas, etc, tudo nas proporções mais adequadas possível. Portanto, qualquer dieta que retire algum desses componentes em prol do aumento de outro é CHARLATANISMO. A dieta que restringe o carboidrato, por exemplo, simplesmente faz com que o pobre coitado do paciente coma mais carne, tendo uma dieta híper proteica, rica em gordura saturada, sobrecarregando rins, fígado e atrapalhado todo o metabolismo do cidadão. É óbvio que no começo a pessoa emagrece. Para cada molécula de carbo, o organismo represa quatro de água. Então, quando a pessoa retira o carbo, não represa água e ela "murcha". A pessoa não consegue subir dois lances de escada porque não tem glicogênio muscular, fica com todo o metabolismo errado, e fica incrivelmente feliz da vida porque diminuiu a silueta! A bizarrice humana não tem fim. Esses caras que se dizem nutricionistas e prescrevem isso deveriam estar na cadeia. Não se diferenciam muito de cirurgiões plásticos que deixam um paciente deformado por imperícia ou negligência. Mudança de hábitos alimentares deve seguir a linha inicial da SAÚDE, não da estética. Emagrecer, ficar corado, ficar disposto, será uma consequência natural.

- O principal vilão para quem quer comer de forma saudável é comer fora. No post Sacos de mentiras para atletas já contei algumas de minhas peripécias para conseguir contornar inúmeras situações sociais. No entanto, este texto não é destinado para quem vai fazer uma ultra prova de endurance e este radicalismo não precisa existir. Mas, é bom ficar atento quando come-se fora a algumas coisas:

  1. Opte por pratos mais sequinhos. Pratos com muito molho são praticamente certeza de má qualidade nutricional. Se não tiver jeito, molho vermelho é quase sempre muito melhor que os molhos brancos, apesar de não ser uma verdade absoluta.
  2. Procure optar por restaurantes self-service. Lá é muito mais fácil você escolher o que e quanto coloca no prato. Pratos montados na cozinha dos restaurantes são elaborados para serem gostosos, não saudáveis.
  3. Procure evitar os tais "Pratos Light". Estes pratos de light não tem nada, pois normalmente são uma saladinha e um grelhado enorme. Grelhado enorme é sinal de uma enormidade de gordura saturada que temos que evitar. Se não tiver jeito, opte por peixe. Se não tiver jeito, por frango e como última opção, a carne de vaca. Se conseguir trocar por algum prato baseado em grãos, leguminosas e/ou cereais, é o ideal. Arroz, feijão, batata, uma massa, etc.
  4. Azeite é gordura boa, mas não é para comer azeite com salada, nem azeite com pão de entrada. É um pouquinho de azeite.
  5. Procure evitar comidas muito ornamentais, manipuladas, recheadas, etc. A probabilidade dessas comidas aparentarem inofensivas e serem uma concentração de gordura saturada e outras iguarias que nada agregam à boa nutrição são enormes. Prefira os pratos mais básicos sempre lembrando que em restaurantes, até o arroz normalmente é encharcado no óleo.
  6. Se está com fome, está na rua e vai demorar para chegar em casa, procure comer alguma coisa pouca apenas para conseguir segurar para chegar em casa. Um pão integral na chapa (sem manteiga), um iogurte desnatado, um lanche de peito de peru e tomate, etc.
  7. Antes que pensem que pizza é uma solução para quando estão na rua, não é. Pizza é uma delícia, mas do ponto de vista nutricional, ela não é legal pois em sua imensa maioria há uma quantidade de queijo absurda. Não adianta pedir a de rúcula, pois o queijo está ali. A de atum pode ser uma opção, mas ele é em óleo. Eu, como atleta, não como ou então me passo por louco para o garçon pedindo pizza sem queijo e ainda correndo o risco de vir errado. Você, não-atleta, não precisa passar por isso. Se não tiver jeito, coma, mas não faça da pizza sua comida-alternativa para sempre quando está na rua ou quando está em casa com preguiça de fazer comida. Encare a pizza como uma exceção.
  8. Fast food = fast death. Não tem essa de "McDonalds agora tem coisas mais light". Era só o que me faltava.
Para finalizar, gostaria de dizer que este post é destinado a pessoas que possuem o objetivo de tentar mudar os hábitos alimentares e terem uma melhor qualidade de vida. Se você não tem esse objetivo, vincula a idéia de comer mal à curir a vida, e acha que quem se preocupa com isso é um idiota, nem sei porque chegou a ler até aqui. Não desejo seu mal, no entanto, apesar da prepotência do ser humano, a Natureza é uma ditadura e ela não se preocupa muito com nossas opiniões e desejos. Ela se impõe sobre nós e quando o assunto é nutrição, esta verdade é muito mais amplificada. Aqui, não há vontade humana nem desejos particulares. Se você come mal, terá problemas. Simples assim. A vida é feita de escolhas e a cada escolha que temos, há uma renúncia. Você fez suas escolhas e, obviamente, terá suas renúncias. Portanto, não critique quem quer tomar outros rumos de sua vida, renunciando de outras coisas, mas obviamente, coletando outros benefícios de sua escolha.

8 comentários:

  1. Fala Kbelo!
    Muito bom seu post. Já melhorei minha alimentação, mas ainda está longe do ideal. Mas até por exemplos dentro de casa, tenho consciência de que devo me esforçar para não ter problemas.
    Abs!
    Gangi

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    1. Fala Gangi,
      Você precisa QUERER. Se na sua casa é difícil devido aos velhos hábitos dos pais, irmãos, etc, vai ter que ter personalidade para exigir algumas coisas, comprar suas próprias comidas, explicar, enfim. Eu passei por isso em 1998. Na minha casa era só coisa bizarra. Simplesmente mudei os hábitos de todo mundo. Agora, quando não está na sua casa, está na rua, no trabalho, etc. vai da sua personalidade mesmo... Tem que controlar o zóião para comidas de baixa qualidade que são normalmente gostosas. Sua vida será outra

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  2. Grande Ulisses!

    Rumo ao querer.... Não é mole não!
    Gostei do texto e o compartilhei com vários amigos semi-atletas semi-churrasqueiros-cervejeiros-chocolateiros-sorveteiros e saiu a maior polêmica hehehe! Alguns pontos interessantes das polêmicas que seu texto gerou foram:

    1. Porra, o cara nem sequer menciona PORCO! O bagulho deve ser sinistro, rs! E a costela de carneiro, sacanagem...

    2. Muita polêmica em cima do aspartame dos produtos diet e das farinhas engrossantes que vão no lugar das gorduras em produtos light como iogurtes e queijos para que continuem com a consistência cremosa...

    3. Polêmica sobre comidas feitas 'no azeite' que passaria a ser gordura saturada ao esquentar...

    4. Polêmica da guerra carboidrática versus protéica (+ gorduras)...

    5. Álcool: E aquela taça de vinho ou uma boa cerveja, em moderação, nos finais de semana, já que estes não contém gordura? Fariam mais ou menos mal que aquela açucarada sobremesa cremosa...?

    6. Por fim, a história do café/chá após a refeição inibir a absorção de certos minerais como o ferro, mas antes não...

    Difícil ir atrás de literaturas e tirar a limpo tanta coisa quando muitas vezes os próprios médicos e nutricionistas se contradizem em seus livros que almejam virar bestsellers, sem falar nos lobbies de indústrias (leiteiras, aves, bovinas, milho,etc) que chegam ao ponto de financiar pesquisas acadêmicas em universidades de renome... Diz aí!

    Abraço,

    George

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    1. Fala George! bacana que tenha gostado e compartilhado. Quanto às polêmicas, sempre existem. Se não existissem não teríamos pessoas fazendo a dieta da proteína rsrsrrsrs. Vou tentar responder, com meus conhecimentos, suas questões:
      1. Tem partes da carne de porco que são menos gordurosas que frango, inclusive. Mas aí, não tem jeito, precisa pesquisar. Existem tabelas nutricionais que contém a quantidade de gorduras saturadas de todas as carnes de todas as formas de preparo. Lembre-se que estamos falando de um bife do tamanho de uma mão fechada! Não é aquele bifão que pega meio prato. Se for frango, um pouco maior, se for peixe, principalmente os menos gordurosos, pode ser um filé ou posta um pouco maiores. O mais gorduroso dos peixes é muito menos gorduroso que a mais magra das carnes. Um lombo de porco deve ficar mais ou menos junto com o frango, um pedaço no prato. Não existe essa de ter como principal dieta a carne, seja ela de que animal for, e o “acompanhamento” ser o arroz, feijão, massa, etc. Isso não existe. Os países que tem essa cultura são os mais cancerígenas e os que mais tem índices de obesidade, hiper tensão e doenças cardio-vasculares. O “prato principal” são os grãos, leguminosas, não as carnes. Pense em um prato. Pois é...de 15 a 20% dele deve ser a carne.
      2. Quanto ao aspartame dos produtos diet, é verdade absoluta. Ele é um veneno associado até a mal de Alzeimer. Mas, como disse, não é para exagerar nisso. Refrigerantes diet estão entre os piores alimentos do mundo. Eles são uma alternativa para quem está com vontade de comer um doce e está querendo controlar o peso, mas este texto não tem muita adesão a quem pega um pote inteiro de sorvete e come. Essa pessoa precisa passar por uma reeducação de um longo tempo antes de entrar aqui e ler novamente o texto. O problema é o exagero e a compulsão, não a qualidade. Aí o buraco é mais embaixo e talvez seja um problema mais psicológico, não nutricional. (Desculpe, mas sou meio radical com essas coisas. Nutrição não tem “botões do prazer”. O ser humano está querendo toda hora fórmulas prontas para o sucesso. Graças a deus, quando falamos de nutrição, essas fórmulas não existem. A natureza explodiu esse ego do ser humano aqui. Seja comedido e coma bem, sua vida será boa. Coma mal e terá problemas. Podemos discutir o sexo dos anjos dias aqui. Ela não se importa com a nossa opinião rsrsrsrs.) Quanto às farinhas dos produtos “light”, realmente não são boas. Mas isso está parecendo aquele papo do cara que me para no restaurante e fala “porra, mas e o agrotóxico dos vegetais???” Quando as pessoas não tem força de vontade, é impressionante como se esmeram em achar desculpas. Se canalizassem essa energia na força de vontade nutricional, conseguiriam feitos enormes. Um pouquinho da farinha é INFINITAMENTE melhor do que o hábito de comer a gordura saturada do produto não light. Se a pessoa tiver força de vontade e dinheiro para pagar 3x mais em produtos orgânicos, ou diet que tenha Stevia na fórmula, não aspartame, aí é show de bola. O que não dá é a pessoa falar “não faço dieta porque o produto light tem farinha”. Isso é ridículo. Não é para ela tomar um pote inteiro de iogurte diet só porque ele é diet. Ele sendo ou não diet, ela tem que tomar uma quantidade normal de pessoa normal.

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    2. 3. Comidas feitas no azeite: fato! Quem falou isso está corretíssimo. Eu, como atleta, não coloco óleo em nada...NADA! Óbvio que quando como na rua não tenho como fugir disso, mas em casa, azeite é para temperar salada. Azeite na frigideira é auto-enganação para quem precisa do gostinho gostoso e quer se iludir com comida saudável. Todos os óleos tem um ponto de temperatura que se transformam em gorduras saturadas. O do azeite é baixíssimo então ele não serve. Já ouvi falar que o melhor óleo para isso é o de amendoim, mas esse é aquele que custa os olhos da cara. Eu, como sou ULTRA radical, não uso óleo na culinária, mas, como falei no post, não ligo para gostinho das coisas. Pouco me importa que aquilo tenha gosto de borracha rsrsrsrs. Não vou colocar gordura saturada para dentro do meu corpo porque minha papila gustativa está “me enganando”. Meu cérebro é mais forte que minha papila gustativa rsrsrsrs. Para a comida não grudar na panela, uso água e vou mexendo e monitorando sempre. Sempre com um copinho de água ao lado, colocando um pouquinho para não deixar grudar. ‘ZE impossível com esse método, a não ser que seja frango, deixar aquele crocantezinho gostoso. O grelhado vai ficar mais assado/ensopado que grelhado. Mas, aí vai da força cerebral em relação às papilas gustativas de cada um rsrsrsrrs. Agora, coloca óleo para fazer arroz, feijão e outroas coisas que “fritamos” o alho antes, é bizarrice pura. Totalmente cultural. Se colocarmos água, garanto, o gosto final fica IDÊNTICO. Não há diferença. Apenas para aquelas pessoas que realmente querem achar pelo em ovo e precisam de qualquer jeito de uma justificativa para não continuar a dieta. É o que mais tem e nem me espanto mais com tamanha ignorância.
      4. Guerra carbo x proteína, nem vou entrar nessa que é uma guerra santa entre argumentos científicos e médicos sérios versus achismos e questões culturais. Aquele famoso “tenho um tio que comia carne todo dia e está com 135 anos fazendo polichinelo e bananeiras” etc etc. Já escutei de tudo nesse mundo bizarro rsrsrsrsrrs.
      5. Álcool: De fato, um pouco de álcool não fará mal. Uma cervejinha de vez em quando, um vinho de vez em quando. Com certeza isso não trará problemas. Aqui, o problema fica realmente no excesso. Para atletas, álcool não está com nada devido à recuperação. Ele prejudica o metabolismo e prejudica a recuperação depois de treinos intensos. Para não atletas, isso não é um problema. Entre uma taça de vinho ou uma cerveja e um doce de vitrine de sobremesa, fico com o vinho e a cerveja sem pensar duas vezes. Apesar de terem álcool, tem outras coisas que trazem até ganhos. Lúpulo, cevada, tanino, etc.
      6. Cafeína e ferro. FATO. Veja que existem dois tipos de ferro. O heme e o não-heme. O não-heme é encontrado em origem vegetal, principalmente leguminosas como feijão. A absorção desse ferro é realmente prejudicada se tomarmos algo com cafeína logo após. Assim como a vitamina C potencializa. Um prato de arroz e feijão com suco de laranja, por exemplo, é ótimo para absorção de ferro, mas sem o café depois. Pelo menos duas horas sem tomar o tal café. Agora, o ferro heme, encontrado principalmente na origem animal, esse não sofre problemas de absorção e podemos tomar o café. Via de regra, eu faço assim. Se eu como um macarrão com um pedaço (pequeno, não um bife enorme rsrsrs) de carne, tomo o café na boa. Se como arroz e feijão e peixe, que tem menos ferro que carne, procuro a absorção do ferro que estava no feijão e evito o café. Agora, eu sou atleta e ferro para mim é a diferença entre treinar e completar uma série e não completar. Para um não-atleta, ele não pode ter carência de ferro, mas não precisa ter uma dose cavalar da mesma forma, como eu. Então, se ele tiver outras fontes de ferro ao longo do dia, não vejo tanto problema em tomar o tal café.

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  3. Valeu meu caro!

    Olha, de todos os comentários de meus amigos sobre o seu texto, o capeão foi esse aqui, de uma amiga: "O texto é muito bom mas meio profético... Fiquei com medo O.o" ha, ha!

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    1. Normal George...de forma geral, as pessoas preferem assistir Ana Maria Braga ou o Bom Dia Brasil (aqui o Brasil, claro) e ficarem atentas àquelas perguntas ridículas que eles colocam "Afinal, chocolate engorda?" rsrsrsr e colocam uma nutricionista, um médico etc para responder uma pergunta dessa. Parece que estou vendo a pessoa atenta àquilo esperando que eles digam "não não, podem comer à vontade"..rsrsrsr...As famosas fórmulas prontas. O texto não tem nada de profético. É a realidade nua e crua. Inviável? Bem, essa normalmente constuma ser a desculpa de quem não está a fim de fazer e prefere jogar a culpa para a estratosfera rsrsrrsrssr...É uma forma de auto-perdão.

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  4. Kblo, excelentes dicas expressas de maneira clara e objetiva. Adorei esse post e com toda certeza vou compartilhar!!!
    Bjs
    Ari Sato

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