sexta-feira, 27 de abril de 2012

Faltam 30 dias...



...para eu tentar realizar um feito:

Conseguir a vaga para o mundial do Havaí, Kona...

...na fortíssima categoria 35-39 anos...

...com menos de 4 anos de triathlon....

...sem pegar vácuo e me aproveitar do suor alheio...

...sem me dopar com Jack3D ou EPO, o que me parece que virou febre.


Vamo que vamo!

domingo, 22 de abril de 2012

As "verdades" do Ironman



O Ironman é uma prova onde o aprendizado é sem fim. 

Talvez pelo fato dele ter tantas variáveis é que o torna uma modalidade de triathlon cada vez mais praticada. É uma prova onde exitem muito mais mitos que verdades. Quando pensamos que descobrimos uma verdade imutável e absoluta, ficamos sabendo de atletas que enfrentaram situações completamente distintas, que deram certo e que contradizem completamente aquela verdade anterior.

Metodologias de treinamento, periodizações, fisiologia, nutrição, logística de treino e de provas, rotinas, enfim, acredito que seja completamente impossível enumerar todas as variáveis de forma a criarmos uma fórmula mágica, que se aplica à todas as situações e a todos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os melhores vão para Kona?













Kona se tornou o "Olimpo" do triathlon e do esporte de endurance.

É onde estão, no mês de outubro a mais de trinta anos, os melhores triatletas de longa distância profissionais e amadores. É sem dúvida uma conquista e tanto, digna de muita garra, abstinência, dor e inteligência.

Será?

Em todas as atividades humanas que temos dinheiro, glamour ou status envolvidos, não podemos deixar de desconfiar que estes ideais iniciais e simbólicos podem não representar mais a realidade. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Chocolate agora pode



Agora estamos na onda do "chocolate agora pode". 

Eu acho incrível como as pessoas anseiam por aprovações nutricionais. O ovo era vilão, agora não é mais, antigamente falava-se para tomar bastante leite, hoje leite é um veneno. Agora, mais recentemente, o chocolate, eterno vilão, mudou de lado e virou mocinho. 

Galera, vamos tentar explicar uma coisa. Nutrição é algo muito complexo e como tal, é IMPOSSÍVEL decretar qualquer alimento como "pode" ou não "pode" sem se ter uma visão geral da alimentação e da vida do indivíduo. Obviamente que eu entendo a sociedade imediatista e hedonista que nos encontramos que anseia por respostas rápidas, prontas e mágicas, mas será que precisamos de muitos diplomas e cursos para perceber isso? 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Todo esporte tem seu queniano



 Quando falamos de limites humanos e ficamos assutados com certas performances esportivas, o caso que mais vem à nossa cabeça são dos corredores quenianos.

Obviamente, temos estrelas da corrida de fundo e meia distância em outros países, mas em nenhum outro lugar temos tantos atletas com índices tão altos.

Para os que não são entendedores de corrida, ou que estão começando, e provavelmente já correram em uma esteira de academia, é muito comum colocarem velocidades por volta de 10km/h e já acharem difícil. Uma pessoa um pouco mais treinada, consegue colocar 12km/h e sustentar um tempo.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Business esportivo: vilão ou mocinho?




Olá a todos, 

Hoje em dia, falar de qualquer atividade humana e não falar do "business", do negócio que está por trás é praticamente impossível. No caso do esporte, não é diferente. 

Todo esporte teve algum início ou na competição humana propriamente dita - aquela do "vamos ver quem corre mais rápido" ou "vamos ver quem levanta mais peso" - ou na diversão em grupo, como o futebol, basquete, etc. 

A partir do momento que entramos nos últimos anos do século XX e neste início do século XXI, e os respectivos esportes começaram a ter mais praticantes, mais torcedores e mais amantes das modalidades, acabou por despertar o espírito empreendedor dos "caçadores de oportunidade". Sinceramente, não vejo isso como um erro, afinal, é disso que o sistema capitalista é formado: de geração e exploração das diversas oportunidades (sejam elas morais ou não). 

Entretanto, até que ponto é útil para nossa sociedade esportiva essa influência do mundo do "Business"? Um esporte que não atrai adeptos, não atrai mídia. Sem atrair mídia, não atrai investidores e patrocinadores. O esporte não cresce para nenhum lado. Nem na promoção dos mais variados eventos relacionados, nem em estudos acadêmicos científicos. Ele tende a morrer. Entretanto, existe o outro lado da moeda, isto é, o excesso da influência do "Business" e de todos os seus interesses.