sábado, 30 de junho de 2012

O escravo moderno




Saí de São Paulo, larguei o mundo corporativo, vivo uma vida o mais simples possível com o suficiente em termos de dinheiro...

Resolvi praticar um esporte que, apesar de ser caro, tento o deixar o mais barato possível, e que tenho o maior contato com a natureza, com o silêncio, com a resignação e com o esforço possível.

Hoje, estou a um passo do vegetarianismo, e, porque não, do veganismo (pelo menos alimentar)...

Sempre tive opiniões extremamente diferentes da maioria...

Nesta empreitada de murros em ponta de faca, muitos foram os curiosos, os críticos, os ridicularizadores, os admiradores e os invejosos que se diziam admiradores.

Em todos os questionamentos que tive, as respostas desejadas eram as mais simples, as de fácil entendimento. Todos queriam uma resposta pronta, enlatada. Todos queriam saber o porquê, mas não queriam pensar muito. Uma resposta isolada, pontual. Eu tentando dar tudo de mim para explicar e a pessoa tentando dar tudo dela para encontrar uma brecha para tirar sarro ou encontrar algum ponto isolado e descabido, sem pé nem cabeça, para desqualificar todo um argumento.

A verdade é que esta resposta, de forma simplificada, não existe. Ela é mais complexa e a pessoa que me questiona precisa estar disposta a ouvir e de mente aberta para entender. Concordar ou não, aí é outra história.

Neste contexto, encontrei um vídeo de 50 minutos que descreve exatamente a forma como eu vejo o mundo a muito tempo e que, talvez mostre os porquês de eu ter tomado tais decisões. Todas elas, fazem parte da mesma visão.

Gostaria de agradecer ao triatleta e ultramaratonista Daniel Meyer (http://danielmeyerultramaratonista.blogspot.com.br/) por me apresentar este vídeo.

Alguns, podem falar: "mas o que adianta tudo isso? no final, você está escravo do mesmo jeito".
Minha resposta é simples: "Posso estar atolado de lama até o pescoço, mas, pelo menos, estou tentando sair..."


domingo, 24 de junho de 2012

A um passo do vegetarianismo



Já não é de hoje que eu penso em me tornar vegetariano.
Porquê?

Bem, as respostas são diversas. Variam desde questões estritamente ideológicas, passando por benefícios nutricionais e, por fim, desempenho esportivo. Isto mesmo, desempenho esportivo. Muitos mitos vêm à cabeça dos mais desinformados em relação à ingestão de proteína, mas esta, estou completamente convencido de que não é o problema. A proteína é encontrada de forma abundante no mundo vegetal. A ingestão de ferro e vitamina B12 realmente são os problemas que poderia enfrentar.

Existem aqueles vegetarianos que apenas não comem carnes, mas ainda comem os seus derivados, como leites, iogurtes e ovos, existem aqueles vegetarianos restritos, que não comem nada de origem animal e existem os veganos, que encaram esta questão toda como um hábito de vida quase espiritual de relação com a natureza, de forma a não utilizarem absolutamente nada de origem animal: couro, mel, produtos de seda, etc, bem como produtos que são manufaturados com força animal.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A NEAF agora com Pilates




O melhor fisioterapeuta que eu já conheci, certamente um dos melhores do Brasil, o Dr. Carlos Roberto Mó, vai inaugurar, a partir de 25/06, a prática de Pilates em sua clínica - a NEAFNúcleo Especializado em Atendimento de Fisioterapia.

Não conheço o Pilates, nunca fiz. Mas vindo do Mó, eu não duvido que será, da mesma forma, a opção certa para quem realmente encara o corpo humano de forma séria.

Quem conhece o trabalho dele, sabe do que estou falando.

Seguem as informações:


terça-feira, 19 de junho de 2012

O pH do nosso corpo




Olá a todos, 

Como todo atleta, tenho aquele ímpeto de querer melhorar sempre. Melhorar, no sentido esportivo da palavra, significa ir mais rápido em provas de endurance. Sei que dezenas de controvérisas desta máxima aparecerão, pois, para muitos, os esportes de endurance são encarados como estilo de vida saudável apenas, o que não é errado, mas, para mim, a partir do momento que estamos em alguma prova, competição, campeonato ou qualquer outro nome que tenha alguma proximidade a estes, o melhorar é ir mais rápido.

O problema que para irmos mais rápido, vários fatores precisam estar alinhados. O "ir mais rápido", nada mais é do que uma consequência de melhoras fisiológicas e biomecânicas em nosso corpo ao longo do tempo. Tornamo-nos mais resistentes, mais fortes, mais velozes, mais eficientes e mais econômicos.

domingo, 10 de junho de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Me ajuda aí, SPTri!



Estava tendo um certo trabalho para encontrar alguma prova de triathlon bacana que tivesse as seguintes características:

- Um preço acessível;
- Fosse com uma distância, pelo menos, olímpica (1500m/40km/10km). Mas claro que 70.3 e Ironman podem ser uma opção;
- Não valesse vácuo (nem lícito, nem ilícito, se é que me entendem);
- A natação fosse em uma água relativamente limpa;

Parecem ser exigências até simples de serem atendidas, mas não são. No Brasil, temos uma carência enorme de provas que tenham estas características. Estou pedindo muito?

Temos os países vizinhos também, como Uruguai, Argentina e Chile, mas temos os custos de viagem, enfim... não está fácil de encontrar...

Apenas algumas opções que estou namorando:

- Long Distance de Pirassununga (novembro)
- Interestadual de Triathlon pela SPTri (dezembro)
- Algum Estadual do Rio de Janeiro
- Ironman Punta del Leste - Uruguai (dezembro)
- Half Ironman Punta del Leste - Uruguai (dezembro)
- Ironman Concordia - Argentina (outubro)
- Ironman 70.3 Pucon - Chile (janeiro 2013)

Estou comendo bola?

Obviamente, vou ter que escolher dois ou três dessa lista, por razões de grana e por razões datas, sendo que algumas delas são muito próximas umas das outras.

SPTri! Criem uns longos por aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!




quarta-feira, 6 de junho de 2012

O direito de se destruir



Vou entrar em um tema polêmico. Vou ser chato. Vou pisar no calo de amigos e parentes. Mas, se eu não fizesse isso, não seria o Ulisses, não é mesmo? rsrsrsr. No fundo, amo todos vocês!

Eu escuto o tempo todo pessoas que dizem curtir a vida, sem restrições alimentares, ou que fumam e bebem, alegando que "todo mundo morre um dia" ou "se morrer amanhã, morrerei feliz" ou "para que viver tanto com tantas restrições?", enfim. Acho que os argumentos desse tipo são dos mais variados.

Por mais que eu seja contra tais argumentos, não por questões alimentares, mas ideológicas, já que a vida é algo frágil, importante e raro nesta imensidão cósmica e até uma formiga luta sempre pela sobrevivência, eu entendo perfeitamente quem pensa assim. Aqui não existe um jogo de "certo" ou "errado", mas sim de como um ou outro pensam. Respeito quem pensa desta forma, assim como gosto de ser respeitado nos meus pensamentos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Seu Manoel



Todo mundo, em qualquer área, tem pessoas nas quais se espelham.

No esporte, eu particularmente não acredito que alguém não tenha algum outro atleta como referência. Quer seja em relação à atitude, quer seja em relação a desempenho esportivo. Eu, obviamente, tive e tenho os meus. Falo "tive" aqui porque as nossas referências, os nossos ídolos, os atletas nos quais nos espelhamos, mudam muito o tempo todo. Digo isso por mim, pelo menos.

Quando tomamos ultra-atletas de elite como referência, possivelmente nós, amadores do esporte, nunca poderemos nos espelhar, quando o quesito é desempenho. Fazem coisas que temos que nascer novamente para conseguir. No entanto, muitos deles, conseguimos nos espelhar no que se refere à atitude. A forma como lidam com o público, com seus adversários, com o esporte, com seus patrocinadores e família. Quando queremos nos espelhar em alguém no quesito desempenho, no entanto, temos sempre que sermos realistas, entendermos nossas virtudes e limitações e realmente, de forma inteligente, pensar: "Este cara é fera. Ainda vou treinar e chegar nesse nível".