sábado, 30 de junho de 2012

O escravo moderno




Saí de São Paulo, larguei o mundo corporativo, vivo uma vida o mais simples possível com o suficiente em termos de dinheiro...

Resolvi praticar um esporte que, apesar de ser caro, tento o deixar o mais barato possível, e que tenho o maior contato com a natureza, com o silêncio, com a resignação e com o esforço possível.

Hoje, estou a um passo do vegetarianismo, e, porque não, do veganismo (pelo menos alimentar)...

Sempre tive opiniões extremamente diferentes da maioria...

Nesta empreitada de murros em ponta de faca, muitos foram os curiosos, os críticos, os ridicularizadores, os admiradores e os invejosos que se diziam admiradores.

Em todos os questionamentos que tive, as respostas desejadas eram as mais simples, as de fácil entendimento. Todos queriam uma resposta pronta, enlatada. Todos queriam saber o porquê, mas não queriam pensar muito. Uma resposta isolada, pontual. Eu tentando dar tudo de mim para explicar e a pessoa tentando dar tudo dela para encontrar uma brecha para tirar sarro ou encontrar algum ponto isolado e descabido, sem pé nem cabeça, para desqualificar todo um argumento.

A verdade é que esta resposta, de forma simplificada, não existe. Ela é mais complexa e a pessoa que me questiona precisa estar disposta a ouvir e de mente aberta para entender. Concordar ou não, aí é outra história.

Neste contexto, encontrei um vídeo de 50 minutos que descreve exatamente a forma como eu vejo o mundo a muito tempo e que, talvez mostre os porquês de eu ter tomado tais decisões. Todas elas, fazem parte da mesma visão.

Gostaria de agradecer ao triatleta e ultramaratonista Daniel Meyer (http://danielmeyerultramaratonista.blogspot.com.br/) por me apresentar este vídeo.

Alguns, podem falar: "mas o que adianta tudo isso? no final, você está escravo do mesmo jeito".
Minha resposta é simples: "Posso estar atolado de lama até o pescoço, mas, pelo menos, estou tentando sair..."


2 comentários:

  1. Muito bom o vídeo. Há muito tempo conversamos sobre isso e concordo em grande parte com suas opiniões. Eu também larguei o mundo corporativo e vivo com pouco. Percebo cada vez mais como tudo leva ao consumismo inconsciente. Enfim, excelente post. Fernando Vassoler.

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  2. Fala cara! nem sabia que tinha largado o mundo corporativo. Sábia decisão! Temos que trocar mais idéias esses dias!

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