terça-feira, 31 de julho de 2012

Reinaldo Colucci - Este é o nome





Em novembro de 2008, com quatro meses de triathlon, lá estava eu na linha de largada do Long Distance de Pirassununga. Uma das provas com distâncias de meio Ironman mais tradicionais do Brasil.

Eu não sabia absolutamente nada de triathlon. Só sabia que eu tinha que fazer a sequência nadar 1900m, pedalar 90km e depois correr os 21km de uma meia maratona e que eu estava muito nervoso, pois não tinha muita idéia do que me esperava. Eu tinha treinado, mas não entendia nada de nutrição, muito menos de treinamento. Aquilo com certeza não tinha nada a ver com competição, mas com sobrevivência. Conseguir cruzar a linha de chegada, debaixo daquele sol escaldante, vivo, era minha meta.

Não conhecia um nome forte do triathlon se quer. Eu não era um praticante como uma pessoa que joga bola e sabe todos os nomes dos principais jogadores e as escalações dos times. Não tinha a menor idéia de quem eram "as figuras" ali e não me importava, na verdade.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

SOLOMAN 2013 - A continuação de uma saga




Era uma sexta-feira de outubro de 1997, um dia antes da largada do lendário Ironman de Kona, no Havaí, quando nasceu uma lenda.

Marcelo Vallim, um triatleta brasileiro que sonhava em completar esta magnífica prova, resolveu não dar ouvidos à federações e à mídia. Da forma mais simples possível, como deveria ser, pensou: "Porque tenho que conquistar uma vaga para um mundial, gastar dinheiro com inscrições de provas e me submeter a todas as regras para nadar 3800m, pedalar 180km e correr 42.2km no Havaí?"

A solução do Marcelo Vallim foi a mais fantástica possível. Um dia antes do mundial, que ocorreria no sábado, com as bóias de natação já montadas pela organização e com algum planejamento anterior junto a alguns amigos para nutrição e hidratação, lá foi ele, largando para o primeiro SOLOMAN da história. Toda a história está descrita AQUI no blog do Ciro Violin.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O triatleta estereotipado



O triathlon é um esporte engraçado. Ele está cheio de percepções, cheio de impressões dos não praticantes.
Quando um atleta fala que é nadador para algum membro da sociedade não atlética, a pessoa logo o imagina naquelas aulinhas de natação, com pranchinhas e fazendo bolinhas, mesmo que o atleta seja um nadador de elite. A mesma coisa acontece com um corredor, um ciclista. Ambos podem estar entre os melhores do país, mas perante aos olhos do não-atleta, um não passa de uma pessoa que corre e o outro não passa de uma pessoa que pedala, como aqueles com barra forte nos acostamentos das praias rsrsrs.

Posso estar redondamente enganado, mas eu percebo que o nome "triatleta" tem um certo estereótipo de "superman". Em um primeiro instante, o não-atleta não entende direito e pergunta se você faz "teatro", mas quando ele descobre que é um esporte composto de nadar, pedalar e correr, ele se espanta, fica abismado! Os não-atletas que já ao menos ouviram falar do esporte já ficam impressionados logo de cara.