sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quantidade x Qualidade IV - Zonas de Intensidade




Olá,

Este é mais um post da série Quantidade x Qualidade. Sempre lembrando que, por mais que eu tente me basear em estudos científicos, muito do que escrevo também é de análise pessoal e opinião.

No último post sobre o assunto, escrevi de forma básica sobre as relações de treinamento com sua a prova específica, isto é, de acordo com a predominância de utilização energética e fibras musculares que uma determinada prova exigirá, como deveria ser seu treinamento. Dada esta sequência, portanto, estava cada vez mais próxima a hora de falar sobre as zonas de intensidade e os respectivos "gadgets" e medidores. Me basearei muito na minha experiência pessoal aqui, sendo assim, será muito óbvio que outras formas de se analisar tudo isso sejam igualmente válidas e servirão para melhorar ainda mais nosso entendimento.

Quando falamos de "Zonas de Treinamento" estamos sempre nos referindo à intensidade que determinado treino ou prova devem ser executados para atingirmos as eficiências fisiológicas que queremos. Exitem várias metodologias para definirmos estas fronteiras de intensidade e várias formas de medi-los. Todas elas possuem suas vantagens e desvantagens. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Como se tornar um "Uberbiker"





Torbjørn Sindballe, um triatleta profissional dinamarquês muito forte, com várias excelentes colocações em triathlons de longa distância 70.3 e Ironman, e bem conhecido pela sua bike avassaladora, escreveu um artigo na "Inside Triathlon" contando um pouco de sua história como ciclista e triatleta e passando algumas dicas de como se tornar o que ele chama de "Uberbiker".

O texto é longo (três páginas), porém fantástico. Este cara aprendeu a sofrer de verdade....

No entanto, nunca é bom nos esquecermos, que ele se aposentou em 2009 por um problema cardíaco, mas especificamente na válcula aórtica. Afirmar categoricamente que tem relação com este tipo de treinamento dele seria uma falácia de minha parte, mas, cá entre nós, a probabilidade é bem grande.

Vale à pena a leitura de qualquer forma. Tem realmente dicas valiosas ali para quem quer colocar seu ciclismo em outro patamar.



domingo, 16 de setembro de 2012

Guia de Falácias para Vegetarianos e Onívoros




Olá a todos,

O objetivo deste post é tentar, pelo menos dentro deste tema sobre vegetarianismo, elaborar um guia de falácias e exemplos, muitas vezes usados, em uma argumentação sobre o assunto.

Para as pessoas mais voltadas ao mundo acadêmico, o termo falácia não é novo, mas, ao que me parece, existe uma confusão muito grande entre o termo "falácia" e o termo "mentira". Uma falácia não é necessariamente uma mentira, ela PODE ser uma mentira. Ela é uma inconsistência lógica, da qual a ciência e a filosofia tentam se esquivar para construirem seus estudos e teorias.

O tema parece simples, já vi muita gente utilizando o termo falácia sem saber o que ele significa, o que torna difícil qualquer tipo de argumentação sobre qualquer coisa. Aconselho a leitura deste TEXTO para maior entendimento da abrangência, bem como o link que é apontado da Wikipedia onde são apresentados mais de 70 tipos de falácias, muitas delas extremamente comuns no nosso cotidiano.

Em uma boa argumentação, feitas por pessoas tentando caminhar para uma conclusão sensata, as pessoas evitam, ou deveriam evitar, ao máximo a utilização de falácias. Causas verdadeiras e justas são perdidas pelo desconhecimento do tema. Evitar a utilização de falácias é exatamente o que diferencia uma argumentação ou retórica respaudada e inteligente dos mitos e dogmas. O uso de falácias é deselegante e considerado ignorância ou má fé pela comunidade intelectual mais antenada. Uma pessoa super informada e munida de dezenas de argumentos é, aparentemente, destruída em uma argumentação onde o outro é uma pessoa que não se preocupa com a utilização de falácias e não tem compromisso com a verdade. Sinceramente, vejo isso o tempo todo em todos os tipos de contextos sociais.

Em uma mesa de boteco, em uma prosa sem pretensões entre amigos, não há como evitá-las, e nem sei se este é o caso. O ser humano é falho e não é pautado apenas na lógica. No entanto, quando estamos tentando argumentar, caminhar à luz da verdade, chegarmos a conclusões claras, sem paixões, sem mitos, sem ego, a recusa da utilização de falácias passa a ser obrigatória por uma questão de evolução e até mesmo de caráter. O uso de "na minha opinião", "geralmente", "acredito que" e outras expressões semelhantes nos salvam de usá-las muitas vezes, mas se estamos veementemente afirmando algo, precisamos tomar cuidado.

Abaixo vou tentar, baseado na tipologia de falácias encontradas na Wikipedia, exemplificar as mais comuns que os vegetarianos convivem diariamente, bem como, em algumas, apresentar outras que nós mesmos, vegetarianos, cometemos muito. Algumas nem escutamos tanto por aí, mas utilizei apenas à título de exemplo. A idéia é realmente ter uma base de referência do que NÃO pode ser feito para argumentações saudáveis.

Por favor, atentem-se à forma lógica da contrução das frases, não ao tema em si, ok? Discutir as questões vegetarianas é bacana, eu gosto, mas o que está em discussão aqui é a LÓGICA.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Música do SOLOMAN 2013




Estava aqui pensando, que música seria perfeita para um evento como o SOLOMAN? Minha única exigência mental era que teria que ser rock! rsrsrsrrs

Pensei, pensei, pensei. Vieram várias músicas do AC/DC na cabeça, Joe Satriani e, como sugeriu o próprio Marcelo Vallim, Pink Floyd. 

E não é que lembrei, ironicamente, de uma música da banda que eu mais gostei na vida, mas nunca tinha a associado ao esporte de endurance?

Quando eu escutava esta música sem parar, eu nem imaginava que um dia eu me tornaria um atleta de endurance, na verdade. Mas a letra, decididamente não encontrei nada que tenha tanto a ver....





SOLOMAN!!!!!!!!!!!!!

Simplesmente, sem palavras...





segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Guardar pesos faz parte do treino!





No dia 09 de fevereiro de 1992, me matriculei em uma academia de musculação. Destas de bairro, baratas, com os pesos enferrujados, mas com uma galera pra lá de engraçada e descontraída. Era desde alguns "boys" do bairro, até a galera mais humilde, mas era uma eterna zoeira. E a galera treinava sério!

Eu, com meus 15 anos de idade, não entendia nada de puxar ferro, mas logo nos primeiros dias tomei uma "carcada" do Marcão, o dono da academia, que na época tinha uns 40 anos e era fortão, tipo halterofilista: "Guardar pesos faz parte do treino!". Eu tinha deixado dois pesinhos ali jogados.

Pensei "o negão vai me espancar agora" rsrsrsrrs, mas era o famoso "cão que late, mas não morde". Uma figuraça o Marcão, aliás. 

Depois deste dia, nunca mais fiz uma série se quer sem guardar os pesos. Podia ser um peso de 1kg ou de 50kg, eu sempre desmontava e guardava. Percebi que naquela academia da zona norte de São Paulo, simples, isto era uma regra, na qual, obviamente, existiam exceções. O Marcão sempre ficava puto (rsrsrs), mas era um peso ali, outro aqui que ele mesmo guardava antes de fechar a academia. As vezes até eu ajudava.