sexta-feira, 8 de março de 2013

Produtos eticamente corretos. Será?



Nem tudo é como parece...


(Texto retirado do Instituto Nina Rosa)

Diante da pressão exercida por pessoas que, como você, usam de seu direito de escolha para que uma transformação aconteça, inúmeras empresas em todo o mundo estão se adequando a padrões éticos de produção e prestação de serviços, sem deixar de atender às necessidades do mercado. Para que mais empresas sejam incentivadas a levar em consideração as práticas danosas aos seres humanos, aos animais e ao meio ambiente, é necessária a atuação e vigilância constante do consumidor.

Segundo o Instituto Ethos de Responsabilidade Social (www.ethos.org.br), uma empresa responsável é aquela que tem a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente) e consegue incorporá-los no planejamento de suas atividades.

Convidamos você a basear suas escolhas de produtos em valores do tipo:

A embalagem é reciclada?

Essa empresa participa de projetos do 3º setor?

Há trabalho escravo/infantil embutido nesse produto? Essa empresa faz direta ou indiretamente testes em animais?

Ligar para o serviço de atendimento ao consumidor (vem nos rótulos dos produtos) e fazer essas perguntas é uma atitude de consumidor responsável, que está consciente do seu poder de escolha e o exerce de forma a fazer a diferença.

No endereço a seguir, você poderá pesquisar produtos elaborados eticamente.

Vários produtos que compramos no supermercado são de uma marca, mas vocês conhecem a EMPRESA, o GRUPO que o fabrica?

Aí vão alguns exemplos:

Os produtos da marca Swift (ervilha, milho, catchup) são da Friboi. Para os que não sabem, o Friboi é o maior abatedouro do país, e não quero nem saber quantos animais abate por dia.

A Minuano, fabricante de diversos produtos de limpeza (amaciantes, sabão em pó, etc) não utiliza animais em testes, mas é da Friboi também.

Para os vegans, o creme vegetal Becell e o leite de soja da Ades são da Unilever.

Essa empresa é uma das maiores corporações do mundo, e mensalmente tem comprado empresas menores.
Para piorar, a Unilever é uma das empresas de produtos de higiene e limpeza mais cruéis em relação aos testes em animais. Há anos várias entidades de proteção animal de todo o mundo têm lutado incessantemente para que ela cesse seus testes, não obtendo resultado algum.

Portanto, se você é vegan, para não contribuir com o sofrimento e a morte de animais inocentes, não compre Becel nem Ades.

A Bunge produz a margarina Primor, Delicia, o creme vegetal Soya, o leite de soja Ciclus, o óleo Salada e é a maior produtora brasileira de proteína texturizada de soja.

A Cargill produz praticamente todos os óleos que se acha nos supermercados:
Liza, Mazzola, Purilev, Veleiro, Azeite Gallo e La Espanola, e a maionese Gourmet.

O que a Bunge e a Cargill têm em comum?
São donas de uma área GIGANTESCA da Floresta Amazônica.
Essa área foi totalmente desmatada para a plantação de soja – e grande parte dessa soja será utilizada para ALIMENTAÇÃO DE GADO DE CORTE.

E o pior: as duas empresas estão comprando mais e mais áreas de floresta nativa da Amazônia.

Com o desmatamento, o número de espécies de animais que são aniquilados é assustador.

Pássaros, mamíferos, e insetos, muitas espécies ainda desconhecidas pelo homem, simplesmente destruídas pelo desmatamento financiado por essas empresas. Pra piorar, as duas empresas utilizam em seus produtos e são umas das maiores produtoras de grãos transgênicos do mundo.

A Gillete havia cessado o uso de animais em seus testes, mas recentemente foi comprada pela Procter & Gamble, a “parceira” da Unilever, em se tratando de testes com animais.

O creme vegetal Deline é da Sadia. Dessa empresa nem preciso comentar nada…

E isso é apenas uma amostra de algumas empresas…

É um alerta às pessoas que pretendem tirar a crueldade da sua lista de compras, optando por uma vida sem culpa, e sempre pensando no bem-estar dos animais.

Para mim, o boicote – e a posterior informação às empresas que serão boicotadas – é uma das melhores formas de manifestar nossa indignação e desprezo por essas empresas que contribuem para a exploração animal.

Não estou pedindo para pararem de consumir produtos dessas empresas.

A escolha está nas suas mãos e só depende de você.

Mas cada vez que você vai ao supermercado e coloca um produto dessas empresas em seu carrinho de compras, você está entregando seu dinheiro a elas, para que continuem com essa cruel exploração da vida dos animais.

Lembrem-se: Vocês podem escolher, os animais não.


Nenhum comentário:

Postar um comentário