segunda-feira, 6 de maio de 2013

Reta final para SOLOMAN






E aqui estamos senhores, na minha última semana de pico e a menos de 20 dias para o SOLOMAN


Ainda tem esta semana dura de treinos pela frente e depois, o esperado polimento, que, na verdade, não vai ser tão "polido" assim rsrsrs.

Neste treinamento, tive alguns aprendizados. O primeiro foi que eu dei preferência à consistência semanal do que a altos e baixos, aquela alternância entre treinos excelentes e treinos ruins, seguidos de alguns offs. Fiz muito poucos dias offs. Saia para treinar, ainda que cansado, mas regulava a intensidade de acordo com o treino que eu tinha em mente para aquele dia, os treinos anteriores e o que ainda estava por vir. Ouvindo muito meu corpo para não ficar moído, nem destreinado. Desta forma, consegui segurar entre 18 e 25 horas de treinamentos semanais bem consistentes. Somando-se a este número as horas de musculação e funcionais. Estava nadando mais até final de março, mas, depois que fiz um treino de 164km de bike no circuito do SOLOMAN, percebi que a natação um pouquinho melhor ou um pouquinho pior não iria fazer a menor diferença. Agora, a bike um pouquinho melhor ou pior, iria fazer TODA a diferença. Então, resolvi encaixar um dia a mais de treinos de bike na semana em detrimento a um de natação que eu tinha de sábado.

Diferente do treinamento para o Ironman do ano passado, onde eu estava bastante resistente, com um excelente endurance, mas um pouco lento, este ano acredito ter conseguido conciliar ambos. Estou com um condicionamento aeróbico bom devido aos treinos mais leves e longos, mas não deixei de lado a velocidade. Fiz bastante treino de intensidade de bike e corrida, principalmente, já que a natação do SOLOMAN será a parte "moleza" da prova. É a primeira vez que me vejo com um batimento cardíaco bem baixo nos treinos, reflexo de um bom condicionamento aeróbico, mas conseguindo emplcar treinos de velocidade tão bons ou melhores de quando estou focado em um 70.3.

Testei e mudei a técnica e biomecânica dos três esportes. Resolvi entender como eu poderia gerar a máxima potência/velocidade durante o maior tempo e a menor fadiga possível. Acho que o esporte que eu mais tive que me adaptar neste sentido foi a bike. Sempre fui um cara muito rápido e forte para pedalar distâncias até 120km, mas, depois disso, eu me deparava com uma fadiga que me obrigava a sofrer demais para continuar. Hoje, me sinto muito melhor neste ponto. O sofrimento, digamos, tarda mais a chegar. Acredito que a razão era puramente biomecânica. Só vou falar o que eu mudei depois da prova. Vai que não dá certo rsrsrsrs.

Acredito que fiquei muito mais experiente em como me comportar em provas com relevos ultra acentuados. Como subir e como descer. Biomecânica e percepção de esforço na subida, no plano e na descida são bem diferentes, o que deixa o desafio de se treinar para uma prova assim um quebra-cabeças bem complexo de se montar. Isto é a chave para uma prova insana como o SOLOMAN. Se isto vai se refletir no dia 26/05, só saberei lá.

Na verdade, esta característica de prova será as que vou escolher daqui para frente. Para mim, estar em um esporte que eu adoro, com todo o esforço que ele representa, não condiz com a convivência lado a lado com vaqueiros picaretas. Como escrevi em algum comentário de algum post de alguma rede social algum dia, não quero um vaqueiro largando ao meu lado pelo mesmo motivo pelo qual não quero um vizinho estelionatário. Uma prova com altimetria é simplesmente a solução definitiva. Podem tirar todas as motos de fiscalização e utilizar o dinheiro do combustível das mesmas para acrescentar algo legal no kit rsrsrsrrsrs. Portanto, este treinamento do SOLOMAN representa o ponta-pé inicial de uma fase longe desse tipo de gente. Nem que eu tenha que fazer uma prova por ano.

Quanto ao peso corporal, estou mais pesado do que costumo estar. O porquê disso é simples. Estou comendo muito rsrsrsrs. Me sinto melhor um pouco mais pesado no que se refere à disposição, saúde geral e recuperação. Não sei explicar fisiologicamente o que acontece, mas quando estou muito seco, fico rápido em treinos de velocidade, mas perco um pouco de força e habilidade  em me recuperar. Além de outros aspectos da vida estarem pior. Fico com mais olheiras, menos libido, mais fadigado, mais letárgico. Sensações que diminuem muito quando estou com alguma "dobrinha" a mais. 

Por uma pura coincidência, o Macca publicou estes dias um texto falando exatamente sobre isso! Eu não tinha lido nada a respeito até então. Simplesmente mudei de acordo com o que eu sentia, mas, parece que estou no caminho certo. Segue o link do texto: http://triathlon.competitor.com/2013/05/nutrition/chris-mccormack-on-the-triathlete-weight-debate_74945

A nutrição vegana está melhor do que nunca. Apesar de eu não suplementar, percebi que em algumas situações eu me sinto melhor quando tenho algum complexo multivitamínico e uma proteína isolada de soja. Não os uso diariamente, mas, quando estou fora de minha rotina, algum final de semana que viajo e que não tenho acesso à nutrição do dia a dia, prefiro lançar mão deles do que ficar dois ou três dias depois pagando o preço de uma fadiga ou uma queda do sistema imunológico. É muito difícil encontrar comida de alta qualidade quando estamos fora de casa e longe do Santa Pimenta. Mesmo levando a mala de comida para baixo e para cima, ela não contém tudo o que estou acostumado, principalmente nas refeições principais. Para alguns treinos chave muito fortes, também lanço mão deles, pelo menos nesta época final de periodização. Aliás, ter um Santa Pimenta disponível não tem preço. Comer diariamente ali é garantia de estar realmente nutrido.

O mais curioso é que quase 20% dos que largarão na prova são veganos, isto é, eu e o Daniel Meyer rsrsrrsrsrsr. 

Neste polimento, tentarei não descansar demais. Até porque esta será a hora de perder este pesinho extra. Dar aquela última enxugada. Com pouco volume de treinos, esta missão será complexa, então, pelo menos na semana que vem, na penúltima, ainda estarei fazendo treinos fortes (mas não tão fortes), pelo menos de natação e bike, aproveitando para ir tirando o pé da corrida e da musculação. A última semana, esta sim, tentarei recuperar as minhas forças, deixando a maior carga para a natação, até para manter o peso sem restringir demais a alimentação. Nestas últimas duas semanas, tentarei ver a minha mãe com frequência. O tipo de comentário que eu espero escutar? "Nossa, como você está magro, este esporte te deixa feio!" rsrsrsrsrs Estes dias eu escutei dela que eu estava melhor porque tinha "engordado" e deu uma certa preocupação rsrsrsr, mas eu sei a fase que estou e a estratégia que adotei.

Durante este treinamento, é bom lembrar, não tive uma lesão, um resfriado, um "nada". Tive dores de treino, como todo mundo, mas foi a primeira vez que eu fiz uma periodização completa para um "rojão" desses e não senti NADA. Nem uma dorzinha daquelas de começo de lesão. Mesmo correndo mais vezes por semana do que estou acostumado. Atribuo grande parte disso à minha nutrição.

Se para treinarmos para um Ironman não existem verdades absolutas nem metodologias milagrosas que servem para todo mundo, para o SOLOMAN, com 3000m de altimetria acumulada e ainda sem aquele monte de atleta que ajuda a "esquentar" a prova e te empurrar na força psicológica, realmente, o que mandou neste treinamento foi o bom senso. Chegar forte, disposto, acostumado com a solidão e com a altimetria. Investi bem mais em treinos específicos para estas situações do que em outras provas convencionais.

Ansioso para o dia da festa, 26/05!

SOLOMAN!


Um comentário:

  1. Eu como sempre estarei do seu lado te apoiando e torcendo. Também estou ansiosa para Soloman, afinal será a primeira vez que serei staff e uma prova com esta distância da um certo frio na barriga, a responsa é grande, mas sei que dará tudo certo.
    TE AMO!!! E boa sorte a todos os particapantes e staffs...rs.rs...

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