terça-feira, 21 de maio de 2013

Um SOLOMAN sem traumas com pneus




Bem, muitos acompanharam a os meus problemas em relação a pneus furados em provas. Parti, portanto, para encontrar uma solução mais prática e segura com relação à tecnologia de pneus. Se não existe uma tecnologia infurável, certamente há uma certa lição de casa que pode ser feita para que o problema se minimize.

A primeira coisa que eu fiz foi trocar meu par de rodas Zipp 404 e 808 tubulares por outro par, também Zipp 404 e 808, mas, clincher. Consegui fazer uma troca elas por elas graças ao meu amigo Fernando Quirino que me apresentou ao Spanha. Ele estava em uma situação inversa, isto é, ele queria trocar as clinchers pelas tubulares!! Era a fome com a vontade de comer. Motivo? Ele tem alguns pares de roda, mas todos clinchers e queria ter experiência com tubulares. Certamente, no caso dele, valeu a pena também.

Para mim, no entanto, que só tenho este par de rodas de competição, esta mudança precisou ser pensada, mas cheguei à conclusão de trocá-las. Com isto, obtive:

Pontos positivos:

  • Estas rodas certamente possuem uma logística de manutenção muito mais fácil, tanto por mim mesmo, como por mão-de-obra aqui em Atibaia.
  • Consigo agora facilmente intercambear pneus, câmaras, Mr.Tuff e sapatas de freio com as rodas de treino.
  • O custo de se manter uma tecnologia clincher é mais barato. Não preciso mais me preocupar em furar um pneu tubular e ter que jogá-lo fora.
  • Se um pneu furar em prova, e eu decidir que será uma prova onde trocarei o pneu, sendo clincher, a coisa é muito mais corriqueira. Sem malabarismos. Apesar de muita gente achar que pneus tubulares são mais fáceis de trocar, eu, particularmente, não acho. A cola precisa estar de acordo e muitas vezes precisamos ter uma mão de cimento para conseguir retirar e colocar. Exige um certo "treinamento".
  • A abundância de modelos de pneus clinchers para todos os fabricantes é muito maior. 


Pontos negativos:

  • Pelo que leio, há ainda a questão dos pneus tubulares rodarem mais do que os clinchers. Não é por uma questão de aerodinâmica nem de peso, mas pelo coeficiente de rolagem. Apesar dos pneus clinchers estarem cada vez mais próximos em relação à performance para os tubulares, me parece que ainda não são equivalentes.
  • As rodas tubulares são mais leves pois não possuem o aro de alumínio das clinchers. Para circuitos com altimetria alta, o peso é um fator importante.
  • Para circuitos técnicos, com grandes descidas de serra e curvas, os pneus tubulares, desde que estejam bem colados, são mais eficientes.


Bem, acho que deu para notar que troquei um pouco de performance por comodidade, facilidade, custo e padronização. Apesar destas vantagens e desvantagens, existe uma que realmente me impulsionou a fazer tal troca. Como tive já vários problemas com pneus furados em provas, preciso me precaver. Entendo como precaução, neste caso, utilizar as tecnologias anti-furo existentes no mercado, tentando perder o mínimo de performance, afinal, estou montando um par de rodas e pneus de competição. 

Quando falamos de proteção anti-furos, aí é que a tecnologia clincher ganha realmente. Primeiro porque existem mais opções de modelos de pneus com este propósito disponíveis pelos fabricantes. Como é o caso do estudo que eu fiz para chegar a conclusão do Continental GP 4-Season, que é um pneu robusto para evitar furos, mas, ao mesmo tempo, é um pneu que pode ser utilizado em competições por ter uma performance muito boa.

A outra tecnologia que posso utilizar em clinchers, como opcional, são as fitas anti-furos, o Mr.Tuff, para ser mais específico. Ele aumenta um pouco o coeficiente de rolagem, mas aumenta a confiabilidade para furos. Sinceramente, uma boa troca, dependendo da prova que participarei. O que importa é que a opção existe. Assim como existe o selante. Aquele líquido que colocamos dentro do pneu para que, em caso de furo, ele vede com ele ainda rodando. Este último, no entanto, é uma tecnologia que podemos tranquilamente utilizar em pneus tubulares da mesma forma.

A maior de todas as precauções, no entanto, que eu acredito ter negligenciado até então, é utilizar sempre pneus mais novos em provas importantes. Quanto mais novo é um pneu, menor a chance dele furar. Neste ponto, o clincher é imbatível, já que posso trocar os pneus com um certo número de provas feitas e ainda assim utilizá-los em treinos, na estrada, ou no rolo, o que jamais aconteceria com um caro pneu tubular. Eu acabava insistindo no mesmo para economizar dinheiro. Talvez, o preço da economia tenha sido alto demais...

Para o SOLOMAN, portanto, o conjunto ficou:
- Pneus Continental GP 4-Season novos em folha que meu chapa Paulo Arneiro me trouxe do Chile.
- Câmaras boas novas em folha
- Mr. Tuff novo em folha
- Selante em ambos os pneus (Caffe Latte com aplicador foi o escolhido depois de uma longa pesquisa da mesma forma)

Digamos que eu me sinto, agora, com a lição de casa feita em relação à precaução. Caso o pneu fure, vou entender apenas como uma fatalidade, não como alguma lição de casa que eu negligenciei. Confesso que eu contava um pouco com o fator sorte antes. Só o tempo dirá agora se tais precauções vão valer à pena.





2 comentários:

  1. Esse selante Caffe Latte me parece mesmo o melhor pra esse caso pois ele forma uma espuma dentro da câmara preenchendo-a num todo e não apenas um líquido no fundo. Esse líquido (como é o caso do Notubes)formou uma bola de latex dentro da minha câmara e o selante perdeu a eficiência... Furei com um araminho e não selou de jeito nenhum, tentei encher 3 vezes... Acho que os cristais de latex ficaram todos na tal "bola" que se formou e apenas o líquido ficou rodando dentro da câmara...
    Vou procurar esse Caffe Latte, me parece bom!!
    Agora, se com tudo isso vc tiver um furo... KKKK Sai zica!!!

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    1. Cara, mas na boa...mesmo com o aplicador, precisa ter uma certa habilidade manual, coisa que eu não tenho rsrsrsrs... É meio uma lambança só... mas acredito que nas próximas vezes que eu for usar, será mais fácil..
      O problema foi devido ao prolongador...Se fosse rodas de treino comuns, era só montar a roda e usar o aplicador...agora, como a roda de competição tem prolongador, precisamos primeiro colocar o líquido com a câmara desmontada, depois colocar o aplicador e montá-la... Nessa, o líquido vai saindo pelo bico...meio embassado...
      Se ele vedar um suposto furo, todo o esforço valeu à pena. Mas se ele não vedar um buraquinho de merda, nunca mais uso...É lixo.

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