quarta-feira, 24 de julho de 2013

Circuitos com Altimetria Elevada - BIKE






Ultimamente, os circuitos com altimetria elevada, os famosos "sobe-desce" ou, em Inglês "rolling hills" são os que mais estão me atraindo. As razões são muitas, mas posso elencar algumas aqui:

- Se em um esporte de endurance temos muitas variáveis para treinamento e competição, para circuitos em sobe-desce, estas variáveis se multiplicam absurdamente, tornando tudo mais desafiador.

- No caso do ciclismo do triathlon, circuitos com altimetria elevada separam os atletas que pedalam daqueles que só usam o ciclismo como uma transição para a corrida. Não é preciso dizer que larápios acostumados com o vácuo, onde a prática é ilegal, passam longe de circuitos assim, então, é como se contratássemos um árbitro natural que nem de moto precisa: a gravidade.

- Justamente pelo maior número de variáveis na equação, a parte psicológica e a inteligência contam mais. O atleta fica muito mais sujeito ao inesperado e precisa ter uma estratégia mais elaborada para abordar o circuito.

- Os "pacings", "médias" e "tempos" que costumam ser referência no plano, nada querem dizer em circuitos com sobe-desce, fazendo com que tenhamos que criar nossas próprias métricas e referências de acordo com o imposto pelo relevo.

Como venho me dedicando para o SOLOMAN, onde a altimetria tanto da bike quanto da corrida são absurdamente desafiadoras, venho cada vez mais aprendendo (e, obviamente, tendo outras dúvidas) de como abordar tais circuitos.

Vou fazer uma sequência de dois posts, o primeiro, este próprio, com foco na bike e o segundo, com foco na corrida, onde procuro compartilhar todo este aprendizado. Acredito seriamente que isso tudo pode servir para outros atletas e, obviamante, para mim mesmo, pois nada do que escreverei aqui é a verdade absoluta, mas apenas as conclusões de minhas experiências, conversas e leituras que certamente podem ser refutadas. E é aí que eu aprendo também. Além disso, nunca encontrei em algum lugar único um "guia" que nos explique de forma única e centralizada este tema. São informações dispersas em vários lugares, são conversas com pessoas, são percepções e tudo isto não é fácil de se escrever. Até porque, muito do que eu leio à respeito é escrito por pessoas que ficam em laboratórios e não pedalam. Então, com todo respeito, sabe-se lá se são informações válidas.

Uma pessoa em especial que quero agradecer neste aprendizado é o Ciro Violin. O cara é um "google" de informação no triathlon e me ajudou muito a entender muita coisa do que está escrito aqui, principalmente no quesito "colocar em prática".

Vou também me ater às distâncias padrão IRONMAN, isto é, 180km na bike e 42,2km na corrida. Não que muitas destas questões não possam ser utilizadas em distâncias menores, mas digamos que as variáveis se reduzem bastante. Existe um abismo de diferença entre pedalarmos menos de 100km e os famigerados 180km ou mais.