segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

57km insanos de MTB - Mapeamento da Ultramaratona





Depois de uma corrida de montanha de 33km que fizemos semana passada aqui no pedaço, este final de semana foi a vez de tentar mapear o circuito que eu tinha em mente de 57km para a Ultramaratona que estamos querendo montar em março. Para isso, seria necessário uma MTB e algum maluco para encarar o negócio comigo rsrsrs. Neste circuito, carro só tracionado (e olha lá), motocross ou MTB. A pé, já seria a própria Ultra rsrsrs.

Ambos encontrados rsrsrs. Meu chapa Fernando Quirino, que estava com uma MTB nova e outra mais antiga, foi o guerreiro. Chegou aqui 8hs do sábado com as duas magrelas e lá fomos nós.

80% do circuito eu conhecia. Boa parte por tê-lo corrido na semana anterior com o Marcos Faria e o Lucas Ferro, parte por já ter ido de carro e parte por ter olhado no Google Earth. Mas, como podem imaginar, ver um possível trajeto no Google Earth e estar ali ao vivo tem uma diferença enorme rsrs. Existem situações onde pelo Google imaginamos que é "possível", mas na realidade, é um mato com um portão de propriedade privada, por exemplo rsrsrs.


Mas, estávamos com o espírito aventureiro e queríamos fazer o circuito proposto.


O circuito consistia em sair novamente do Pouso Livre em Atibaia e seguir, pela Av. Santana, até o Clube da Montanha. De lá, pegar a estrada da Pedra Grande e seguir até a mesma. Descendo no caminho contrário, entrar na trilha que leva à Bom Jesus dos Perdões e a linda Pedra do Coração. Até aí, eu conhecia o circuito todo. Da Pedra do Coração, eu sabia que tinha uma trilha que caia na Cachoeira do Barrocão, mas não tinha idéia como era. Da Cachoeira, ir até Perdões, entrar pelas estradas de terra internas, principalmente a Estrada da Laranja Azeda, cair no bairro Jardim dos Pinheiros em Atibaia já e dali para a "Juca", como é conhecida a rua aqui de Atibaia. Pegar a Av. Nossa Sra do Sion e, lá de cima, descer pelas ruas de terra até a Santana novamente, finalmente, o Pouso Livre.

Não tínhamos pressa. O objetivo era mapear o percurso, se divertir, bater fotos, trocar idéia e ver se seria possível realizar uma Ultramaratona de Montanha exatamente no mesmo percurso. O idiota aqui encarou como um "treino recuperativo rodado", já que eu estava vindo de uma semana de treinos normal. Mal sabia eu rsrsrs.

Depois de muitos anos sem colocar a mão em uma MTB, sofri no começo. Depois de alguns anos treinando muito ciclismo de estrada, eu estava muito mais forte do que da última vez que vi uma MTB. Então, aquele negócio de ver uma pirambeira na frente e "fazer força", não resolve muito no MTB. Neste, é uma força "controlada" que temos que fazer, pois a bike fica instável com aquelas mega inclinações e aí é chão. E foi o que ocorreu já na primeira subida comigo. Caí aqueles tombos ridículos de ladinho já para minar o psicológico logo no começo. Eu sabia o que estava por vir...O Quirino ainda não rsrsrs então ele estava "confiante" me esperando no topo do morro. Depois de tentativas e adaptações, finalmente dominei a bike e me reencontrei. Consegui realizar as subidas sem surpresas.


Já as descidas, a técnica é outra. Realmente em algumas ali eu achei que ia morrer. É uma mistura de coragem com segurar o freio com alguma habilidade. Na verdade, acho que foi um tanto de insanidade tudo isso. O Quirino estava completamente sem treinos. Voltando agora. E eu, há muitos anos sem pegar uma trilha de bike. E logo, fomos para um trajeto "faixa preta" rsrsrs. O rolê estava demais, o lugar favorece. É tudo muito bonito e realmente moro em uma região privilegiada. Mas, quedinhas imbecis e presepadas estavam inevitáveis para o meu lado. Já para o lado do Quirino, técnica sobrava, mas condicionamento faltava. Então, teve que empurrar em várias subidas. Ele jurou que iria voltar treinado das próximas vezes rsrsrs.

Tudo estava indo relativamente "nos conformes" até que no híper downhill que vai da Pedra do Coração até a Cachoeira do Barrocão, eu sofro uma queda de cinema. Minha mão escapou, perdi o controle e fui rolando para o chão. Me ralei inteiro: braço, costas, joelho, quadril. Meu dedo indicador esquerdo luxou, a tela do meu celular espatifou. Enfim, o negócio foi feio, mas, ao mesmo tempo, foi realmente muita sorte não ter acontecido nada mais grave. Chegando à cachoeira, meu psicológico estava abalado. Por mim, abortaria tudo ali. Mas, tive que manter a calma e usar o espírito Soloman para vir aquela voz "agora vou até o fim!"






















Depois de muitas e muitas horas de pedal, 57km pra frente e mais de 2000m "pra cima" em ascendência, finalmente, chegamos ao Pouso Livre com algumas certezas:
- Não dá para fazer a Ultra neste percurso por uma simples razão: o circuito em Bom Jesus dos Perdões é cheio de detalhes, de bifurcações, etc e seria um martírio para os atletas ficarem perguntando e chutando qual caminho tomar. Vamos ter que redefinir.
- Preciso ter uma MTB e treinar rsrsrs. Morar nesse lugar e só andar de speedy é um contrassenso.
- O Quirino não pode mais subestimar este circuito rsrsrs
- Qualquer que seja o novo circuito da Ultra (que deverá estar definido ainda esta semana), será um desafio para nenhum corredor experiente botar defeito.

Agora é cuidar dos hematomas e torcer para não me atrapalharem para correr, para nadar ou muscular...

SOLOMAN!