terça-feira, 4 de novembro de 2014

É chegada a hora: Ironman Fortaleza





Depois que vi o texto do meu chapa Vagner Bessa no seu BLOG, resolvi fazer o meu rsrs. Não ia escrever nada, mas fiquei com inveja rsrsrs.

Na verdade, se eu não escrever nada no meu próprio blog sobre as vésperas de uma prova importante como esta, para que serve um blog? rsrsrs.

A primeira coisa curiosa à respeito do Ironman Fortaleza foi esse desenho aí do lado. Eu o vi espalhado por vários lugares nas redes sociais. Fui eu que o criou rsrsrs. "Roubei" esta imagem dos coqueiros de algum lugar na web e "roubei" o logo do Ironman do próprio site oficial da prova. Juntei tudo e deu um logo bonitinho. A parte legal é que se alguém me processar por plágio, vão ter que processar mais gente rsrsrs.

De longe, este é o Ironman que menos treinei. Treinei absurdamente mais em 2009 no meu primeiro Iron, treinei muito mais em 2010, absurdamente mais em 2012 e muito mais para o Soloman 226 2013. 

Bem, em 2010, cumpri meu objetivo na época que era um sub 10. Eu tinha pouco mais de 1,5 ano de triathlon e, sem tomar bomba nem pegando vácuo, 9h48 foi algo assustador até pra mim na época rsrsrs. Em 2012, larguei e aconteceu aquele episódio do pneu, para a alegria de muitos, pelo jeito. Foi naquela época que eu percebi que o triathlon era um esporte que envolvia muito mais do que nadar, pedalar e correr. Percebi que envolvia uma infinidade de imbecis também. Um esporte que parece ser um "buraco negro" de atração de uns tipos "esquisitos".

Em 2013, treinei como nunca para o Soloman. Quebrei feio. Andei mais da metade da maratona.

Tudo isso me mostrou que eu tenho limites, físicos e mentais, que não posso e não quero ultrapassar. A minha saúde vem antes de tudo. Muito antes de performance. E, para preservá-la, percebi que tinha que treinar menos. Certo, mas menos. Isso fez com que este Ironman fosse o que menos me trouxe ansiedade e tensão pré-prova. Pelo menos até agora rsrs.

Percebi também que Ironman não é a minha distância. Porque? Porque não tenho capacidades físicas? Não. Porque não tenho capacidades mentais? Sim, provável. O fato é que eu não gosto de treinar para Ironman. Simples assim. Adoro nadar, pedalar, correr, muscular, fazer funcionais, me alimentar bem, enfim, me manter em forma. Mas eu não gosto de correr mais que 1h30, não gosto de pedalar mais de 3h, não gosto de nadar mais quando vai chegando próximo aos 4000m. Não gosto. Simples assim. A partir do momento que eu boto na cabeça que eu vou fazer "aquele" treino, eu vou lá e faço. Mas dizer que eu gosto? É se enganar demais. E quanto mais eu faço, menos eu gosto. 

Mas eu aguento? Sim, aguento. Meu corpo aguenta. Já cheguei a treinar mais de 25h por semana. É verdade que quando cheguei a 30h, simplesmente meu organismo sucumbiu. Então, percebi que entre 15 e 18h por semana é o que me mantinha suficientemente saudável e, de certa forma, treinado. Como uma galera assustadora consegue treinar o dobro disso, sem ficar doente e, incrivelmente, ainda mantendo musculatura? Bem, não tenho dúvidas que há diferenças genéticas e de adaptação entre seres humanos. Mas, acredito que cada vez mais, estão dando um "empurrãozinho extra" nestas "diferenças genéticas" rsrsrs. A coisa tá feia no nosso esporte...

Este foi um dos motivos pelo qual treinei menos para este IM. Saúde mental e física. Ir até onde treinar para um Ironman ainda me mantém feliz. 

Alguns me questionam sobre a vaga para Kona. Bem, o que tenho a dizer é que eu vou nadar naquela pegadinha de sempre, pedalar em uma potência que eu sei que eu aguento e tentar correr de forma mais consistente possível. Se isso me der a vaga pra Kona, ótimo, se não der, ótimo também. Se eu pegar a vaga, eu vou pra Kona? Bem, se eu tivesse grana sobrando e responderia que sim. Como não tenho, há uma grande probabilidade de eu não ir. Não tenho este desejo absurdo de ir pra lá. Já tive, mas hoje, mais maduro no esporte, não tenho mais. Porque? Bem, lembram do "buraco negro" do nosso esporte que citei acima? rsrsrs.

Quais são minhas chances de pegar a vaga? Bem, Ironman é uma prova de muitas variáveis. Umas sob nosso controle, outras não. Sendo assim, impossível prever. O que posso dizer é que se não houver vácuo e a fiscalização da prova realmente for eficiente, minhas chances aumentam absurdamente.


E quanto aos dopados? Bem, não compito na mesma categoria. Sendo vegano e preocupado até com a procedência do feijão e do brócolis que eu como, me preocupar com dopado é me humilhar demais. Tenho que descer meu padrão ético absurdamente para nivelar o discurso com essa galera. Então, simples. Minha categoria é a 35-39 NDYB.











Será a primeira edição desta prova em Fortaleza. Erros acontecerão. Nenhum atleta tem parâmetro anterior, então, no mínimo, será uma prova curiosa. Parâmetros e estimativas de tempo de conclusão de prova não existem. Tudo indica que serão muito mais dilatados que Florianópolis. 

Vai ser legal participar por ser um marco histórico do nosso esporte, assim como foi o Soloman 226 2013. Acho que gosto de marcos históricos rsrsrs.